Turnover caiu 22% em empresas que adotaram semana de quatro dias
Estudo com 60 PMEs brasileiras mostra efeito real — mas com ressalvas.
Empresas brasileiras de pequeno e médio porte que adotaram a semana de quatro dias de trabalho registraram queda de 22% no turnover em um ano, segundo estudo com 60 companhias.
O dado chama atenção porque a rotatividade é um dos custos invisíveis mais altos das PMEs — substituir um colaborador custa entre três e seis meses de salário, segundo consultorias.
Sandra Werneck visitou quatro empresas que adotaram o modelo. Em comum: mantiveram o salário e reorganizaram processos para cortar reuniões e tarefas redundantes.
“Não foi dar dia livre. Foi parar de perder tempo”, resume a diretora de uma empresa de software de Recife, onde o modelo vigor a um ano.
As ressalvas: 30% das empresas do estudo voltaram atrás antes de completar seis meses, por dificuldade de cobertura em operações de atendimento. O modelo funciona melhor em conhecimento e pior em escala.
Para quem avalia: o ganho maior não é produtividade, é retenção. E retenção, em 2026, é vantagem competitiva rara.