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Pequeno varejo cresce 9% com delivery próprio — e sem app

Comércios de bairro descobrem que vender direto pelo WhatsApp pode ser mais rentável que plataforma.

Pequenos varejistas brasileiros que trocaram apps de delivery por venda direta no WhatsApp registraram crescimento médio de 9% no faturamento em seis meses, segundo estudo com 180 lojas em quatro capitais.

Sandra Werneck acompanhou doze estabelecimentos entre padarias, hortifruti e lojas de conveniência. O motivo da troca é direto: comissão de plataforma consome entre 20% e 30% da margem.

“No WhatsApp eu fecho a venda, entrego no bairro e guardo os 100%”, explica o dono de uma padaria de Curitiba, que migrou em janeiro de 2026.

O desafio é escala. Plataforma entrega alcance; venda direta exige base de clientes ativa. Lojas que já tinham relacionamento de bairro migraram com facilidade. Lojas sem público fidelizado sofrem.

O ponto de inflexão apareceu com ferramentas simples de catalogação dentro do próprio WhatsApp, lançadas em 2025. Antes disso, vender por mensagem exigia planilha e ordem manual.

Para analistas consultados, o movimento não mata o app — mas força renegociação de comissões. Duas plataformas já testam planos fixos em vez de percentual.

Sandra Werneck
Sandra Werneck

editora de mercado. Analisa varejo e pequenos negócios desde 2016.

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