Como PMEs estão usando o Pix parcelado sem endividar cliente
Modalidade cresce 140% em um ano, mas exige controle de fluxo de caixa do vendedor.
O Pix parcelado cresceu 140% em volume entre julho de 2025 e julho de 2026, segundo dados de três adquirentes consultados pela reportagem. Para PMEs, virou ferramenta de venda — e de risco.
Bruno Castellar ouviu oito pequenos comerciantes. A modalidade permite parcelar a compra no cartão via Pix, com recebimento à vista pelo lojista. O cliente paga as parcelas depois.
A vantagem para o lojista é clara: recebe à vista, sem taxa de antecipação. A armadilha é o fluxo de caixa, porque a inadimplência do cliente volta como prejuízo, em alguns modelos.
“Vendi R$ 40 mil em três meses e não tinha previsto o risco de calote. Veio em junho”, conta o dono de uma loja de eletrônicos em Belo Horizonte.
O controle recomendado por contadores consultados: separar 5% a 8% do volume parcelado como provisão para inadimplência, e definir teto por cliente baseado em histórico.
Para quem controla bem, a ferramenta aumenta ticket médio em até 35%. Para quem não controla, vira armadilha. Não há meio-termo.